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sábado, 2 de outubro de 2010

O martírio das fotos no casamento

Sempre que chega a altura de tirar as fotos no casamento, nunca consigo deixar de pensar que estou numa abertura de saldos... está tudo de olho no vizinho do lado, à espera que as portas da loja se abram, à espera da oportunidade de passar à frente.

E há sempre uma discussãozinha... -"Eu estava primeiro." - "Não, eu é que estava primeiro!" Da próxima levo pipocas e ofereço luvas de boxe à entrada. Pode ser que me calhe um Tyson Vs Olyfield à portuguesa. Com orelha mordida e tudo.


Não sei o que se passa nestas alturas. Está tudo com pressa de ir tirar fotos com os noivos? Mas eles estão a dar rebuçados? Existe algum prémio por aparecer antes do tio da prima do enteado que é vizinho do noivo quando os fotógrafos meterem-se a colar aquilo tudo na parede?


Dava uma orelha (a do Mike Tyson, claro) para ser usado nas fotografias um sistema igual ao talho do Modelo : "37! Próximo!"


Evitava-se as cotoveladas e empurrões e, quem sabe, não se desenvolvia uma economia paralela à la cigano para a venda dos Tickets com os números mais baixos. Sempre era um passatempo. Será que não ia dar cotoveladas e empurrões na mesma? hum...


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